sábado, 1 de fevereiro de 2014

Jogos Pedagógicos sobre Linguagem Oral e Escrita

Pensando na postagem sobre Alfabetização por nome Próprio, resolvi fazer uma sobre Jogos Pedagógicos. Vamos conferir?!

Encontrei esses vídeos bastante interessantes (onde os jogos podem ser adaptados para serem usados com alunos da educação infantil - De acordo com cada faixa etária):





Veja também algumas imagens:

Identificando a letra inicial do nome de cada figura. Pode ser usado também utilizando a foto de cada criança (assim podem ser trabalhados as iniciais dos nomes e/ou letras que contém no nome). 

Podem ser coladas letras nas tampas das garrafas (formando um alfabeto móvel, ou pode ser utilizado o alfabeto móvel que você já tem) para que as crianças formem seu nome ou outras palavras.

É importante que as crianças confeccionem seu próprio material de estudo e também a decoração da sala. 

Penso que essa ideia é bastante interessante para ser usada como modelo para o nome das crianças (ficha do nome). 

 Esse jogo da memória pode ser feito também da seguinte forma: em um circulo a foto da criança e no outro o nome escrito.
 Montado o nome.
 Pode ser usado também como Chamadinha.
 Varal dos nomes.
Boliche das letras.

Lembre-se sempre que a repetição e a apresentação isoladas de letras ou sílabas prejudicam a aprendizagem das crianças, pois isso não trazem significado e destróem o prazer da criança pela leitura e escrita. Os jogos e brincadeiras são sempre mais interessantes e estimulantes!

Suely Amaral Mello afirma, que:

"(...) Cremos que muitos de nós nos lembramos de como fomos apresentados à escrita. No primeiro dia de aula do fundamental, a professora apresentou o A, ou melhor, os As: A, a, a e a. Nos dias que se seguiram fomos apresentados aos Es, depois aos is, e depois aos Os... e enquanto isso, a gente podia escrever ai, ui, ei, oi, ai. No entanto, nem os poucos que sabiam para que servem a leitura e a escrita e estavam loucos para aprender a ler e a escrever, e nem os que nunca tinham pensado em aprender a ler e a escrever estavam interessados em escrever ai, ui, ia, ei, oi. Nós queríamos escrever cartas pro papai Noel, ler as cartas e as revistas que chegavam em casa... mas isso parece que não acontecia nunca.

(...) A necessidade de ler e escrever que nasce das vivências da criança no universo da cultura escrita, a necessidade de expressão que nasce das experiências significativas e das relações humanizadoras entre adultos e crianças por meio das quais as crianças têm vez e voz na escola da infância, a formação da função simbólica da consciência, a auto-disciplina e a capacidade de planejamento envolvida na escrita, tudo isso precisa ser formado na criança para garantir que ela de fato se aproprie da escrita, mas para ser leitora e produtora de textos".

Contribuições da Educação Infantil para a Formação do Leitor e Produtor de Textos
Para ler o texto completo Clique aqui!



ALGUMAS IMAGENS VISTAS NESTE BLOG SÃO RETIRADAS DA INTERNET. SE VOCÊ DETÉM O DIREITO AUTORAL DE QUALQUER IMAGEM POSTADA AQUI FAVOR AVISAR PARA QUE A MESMA SEJA RETIRADA OU PARA QUE SEJAM COLOCADOS OS DEVIDOS CRÉDITOS. OBRIGADA!

Alfabetização por Nome Próprio

Olá, 

    Penso que esse é um tema bastante interessante para ser estudado, já que trabalhar o nome próprio das crianças mostra a função social da escrita, além de:

 • Ser Modelo estável;
•Nome que se refere a um único objeto;
• Designam seres singulares e reais.



    Apesar da Educação Infantil não ter por objetivo a alfabetização, esta se torna uma consequência do processo de ensino e de aprendizagem da linguagem oral e escrita.  As Orientações Curriculares para a Educação Infantil (clique para baixar) afirmam que:

"A linguagem verbal, que inclui a linguagem oral e escrita, é um dos mais importantes bens culturais que as crianças têm direito a se apropriar de um modo criativo em seu processo educacional. Ela é responsável pela comunicação entre as pessoas e instrumento de expressão de ideias, sentimentos e imaginação". (pág.49) 

"Outro campo de aprendizagens diz respeito à linguagem escrita. Vivendo em um mundo onde a linguagem escrita está cada vez mais presente, as crianças começam a se interessar pela escrita muito antes que os professores a apresente formalmente. Mas, atenção! O trabalho com a linguagem escrita realizado com as crianças não pode ser uma prática mecânica, desprovida de sentido e centrada no aprendizado do código escrito. Ao contrário, sua apropriação pela criança se faz pelo atendimento à curiosidade da criança por essa forma de linguagem". (pág. 51) 


O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil Vol-3 diz:



Indico um aprofundamento maior sobre o tema!
Bom estudo!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Leitura como Paixão


Recomendo a leitura desse livro de Celso Antunes, que o descreve como:
"Um guia para, no lar e na escola, desenvolver gosto pela leitura em crianças com até dez anos".

É importante despertar nas crianças pequenas o gosto pela leitura!

Para mais informações Clique aqui!

Uma Boa Dica: Página Baú das Letras

Encontrei essa página no facebook com muitas ideias:

























Gostei muito dessa página, parabéns a quem a constrói!

Claro que reproduzir essas ideias requer determinada prática com o trabalho com E.V.A., entretanto, a ideia aqui é trazer inspiração para os nossos trabalhos!

Para conhecer a página completa, Clique Aqui!

Lembrancinhas para Início do Ano Letivo

Pesquisei algumas lembrancinhas para o início do ano letivo.
Dependendo da faixa etária, a criança pode produzir sua própria lembrancinha, isso torna o momento mais significativo. Veja alguns exemplos:















Espero que gostem das ideias!

ALGUMAS IMAGENS VISTAS NESTE BLOG SÃO RETIRADAS DA INTERNET. SE VOCÊ DETÉM O DIREITO AUTORAL DE QUALQUER IMAGEM POSTADA AQUI FAVOR AVISAR PARA QUE A MESMA SEJA RETIRADA OU PARA QUE SEJAM COLOCADOS OS DEVIDOS CRÉDITOS. OBRIGADA!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Piaget Grandes Educadores - Vídeo completo

Desenvolvimento da Inteligência segundo a Teoria de Jean Piaget

Olá!

Estou imensamente feliz por estar fazendo essa nova postagem!

Pretendo estar fazendo postagens que possam nos ajudar nesse processo de adaptação dos novos alunos que iremos receber no inicio do ano letivo.

No blog já existem postagens que falam sobre esse assunto Adaptação Bem Feita, Processo de acolhimento das crianças e das famílias (clique para ver) entre outras, sugiro a leitura, pois elas me ajudaram muito no ano de 2013.

Para iniciar essas postagens, percebi a importância de estar estudando sobre o desenvolvimento das crianças. Apesar de saber que esse é um tema estudado durante os cursos de Pedagogia, compreendo ser de grande valia relembrar os conteúdos estudados. É claro que nessa postagem não irei aprofundar esse tema, por isso sugiro pesquisas. Entretanto, encontrei esse vídeo que abrange vários aspectos da teoria de Jean Piaget:








A TEORIA BÁSICA

DE JEAN PIAGET
José Luiz de Paiva Bello
Vitória, 1995





      Desde muito cedo Jean Piaget demonstrou sua capacidade de observação. Aos onze anos percebeu um melro albino em uma praça de sua cidade. A observação deste pássaro gerou seu primeiro trabalho científico. Formado em Biologia interessou-se por pesquisar sobre o desenvolvimento do conhecimento nos seres humanos. As teorias de Jean Piaget, portanto, tentam nos explicar como se desenvolve a inteligência nos seres humanos. Daí o nome dado a sua ciência de Epistemologia Genética, que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos. 

      Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente, comprovou suas teses.

      Resumir a teoria de Jean Piaget não é uma tarefa fácil, pois sua obra tem mais páginas que a Enciclopédia Britânica. Desde que se interessou por desvendar o desenvolvimento da inteligência humana, Piaget trabalhou compulsivamente em seu objetivo, até às vésperas de sua morte, em 1980, aos oitenta e quatro anos, deixando escrito aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos. Repassamos aqui algumas idéias centrais de sua teoria, com a colaboração do “Glossário de Termos”.

      1 - A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. O que vale também dizer que a inteligência humana pode ser exercitada, buscando um aperfeiçoamento de potencialidades, que evolui "desde o nível mais primitivo da existência, caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas" (RAMOZZI-CHIAROTTINO apud CHIABAI, 1990, p. 3).

      2 - Para Piaget o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamentos. Para ele o comportamento é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. Esta teoria epistemológica (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) é caracterizada como interacionista. A inteligência do indivíduo, como adaptação a situações novas, portanto, está relacionada com a complexidade desta interação do indivíduo com o meio. Em outras palavras, quanto mais complexa for esta interação, mais “inteligente” será o indivíduo. As teorias piagetianas abrem campo de estudo não somente para a psicologia do desenvolvimento, mas também para a sociologia e para a antropologia, além de permitir que os pedagogos tracem uma metodologia baseada em suas descobertas.

      3 - “Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura” (Piaget). Ou seja, a estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação. Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. Ou seja, se puder agir sobre o objeto de conhecimento para inserí-lo num sistema de relações. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. O que implica os dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação. É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência ou ëstruturação por incorporação da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito (Piaget, 1982). É acomodação na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações. A adaptação intelectual constitui-se então em um "equilíbrio progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar" (Piaget, 1982). Piaget situa, segundo Dolle, o problema epistemológico, o do conhecimento, ao nível de uma interação entre o sujeito e o objeto. E "essa dialética resolve todos os conflitos nascidos das teorias, associacionistas, empiristas, genéticas sem estrutura, estruturalistas sem gênese, etc. ... e permite seguir fases sucessivas da construção progressiva do conhecimento" (1974, p. 52).

      4 - O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. Piaget diz que a embriologia humana evolui também após o nascimento, criando estruturas cada vez mais complexas. A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas, com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de “construtivismo sequencial”.

      A seguir os períodos em que se dá este desenvolvimento motor, verbal e mental.

      A. Período Sensório-Motor - do nascimento aos 2 anos, aproximadamente.
      A ausência da função semiótica é a principal característica deste período. A inteligência trabalha através das percepções (simbólico) e das ações (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência iminentemente prática. Sua linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à palavra-frase ("água" para dizer que quer beber água) já que não representa mentalmente o objeto e as ações. Sua conduta social, neste período, é de isolamento e indiferenciação (o mundo é ele).

      B. Período Simbólico - dos 2 anos aos 4 anos, aproximadamente.
      Neste período surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc.. Podendo criar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é o período da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Com a capacidade de formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação de seu prazer (uma caixa de fósforo em carrinho, por exemplo). É também o período em que o indivíduo “dá alma” (animismo) aos objetos ("o carro do papai foi 'dormir' na garagem"). A linguagem está a nível de monólogo coletivo, ou seja, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. Duas crianças “conversando” dizem frases que não têm relação com a frase que o outro está dizendo. Sua socialização é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo. Não há liderança e os pares são constantemente trocados.
      Existem outras características do pensamento simbólico que não estão sendo mencionadas aqui, uma vez que a proposta é de sintetizar as idéias de Jean Piaget, como por exemplo o nominalismo (dar nomes às coisas das quais não sabe o nome ainda), superdeterminação (“teimosia”), egocentrismo (tudo é “meu”), etc.

      C. Período Intuitivo - dos 4 anos aos 7 anos, aproximadamente.
      Neste período já existe um desejo de explicação dos fenômenos. É a “idade dos porquês”, pois o indíviduo pergunta o tempo todo. Distingue a fantasia do real, podendo dramatizar a fantasia sem que acredite nela. Seu pensamento continua centrado no seu próprio ponto de vista. Já é capaz de organizar coleções e conjuntos sem no entanto incluir conjuntos menores em conjuntos maiores (rosas no conjunto de flores, por exemplo). Quanto à linguagem não mantém uma conversação longa mas já é capaz de adaptar sua resposta às palavras do companheiro.
      Os Períodos Simbólico e Intuitivo são também comumente apresentados como Período Pré-Operatório.

      D. Período Operatório Concreto - dos 7 anos aos 11 anos, aproximadamente.
      É o período em que o indivíduo consolida as conservações de número, substância, volume e peso. Já é capaz de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, organizando então o mundo de forma lógica ou operatória. Sua organização social é a de bando, podendo participar de grupos maiores, chefiando e admitindo a chefia. Já podem compreender regras, sendo fiéis a ela, e estabelecer compromissos. A conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada), sem que no entanto possam discutrir diferentes pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.

      E. Período Operatório Abstrato - dos 11 anos em diante.
      É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo ou lógico-matemático. É quando o indivíduo está apto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro. É, finalmente, a “abertura para todos os possíveis”. A partir desta estrutura de pensamento é possível a dialética, que permite que a linguagem se dê a nível de discussão para se chegar a uma conclusão. Sua organização grupal pode estabelecer relações de cooperação e reciprocidade.

      5 - A importância de se definir os períodos de desenvolvimento da inteligência reside no fato de que, em cada um, o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade. A compreensão deste processo é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando.
      A obra de Jean Piaget não oferece aos educadores uma didática específica sobre como desenvolver a inteligência do aluno ou da criança. Piaget nos mostra que cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições. O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo.
      “Aceitar o ponto de vista de Piaget, portanto, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécia de ‘técnico do time de futebol’, perdendo seu ar de ator no palco). (...) Quem quiser segui-lo tem de modificar, fundamentalmente, comportamentos consagrados, milenarmente (aliás, é assim que age a ciência e a pedagogia começa a tornar-se uma arte apoiada, estritamente, nas ciências biológicas, psicológicas e sociológicas). Onde houver um professor ‘ensinando’... aí não está havendo uma escola piagetiana!” (Lima, 1980, p. 131).

   





Referências
CHIABAI, Isa Maria. A influência do meio rural no processo de cognição de crianças da pré-escola: uma interpretação fundamentada na teoria do conhecimento de Jean Piaget. São Paulo, 1990. Tese (Doutorado), Instituto de Psicologia, USP. 165 p.
LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget para principiantes. 2. ed. São Paulo: Summus, 1980. 284 p. 
PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. 389 p. 

O meu objetivo sempre é ajudar!
Bjos, 
Eveline Cruz.

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