segunda-feira, 1 de maio de 2017

Relatório de Desenvolvimento Individual do Aluno

RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL DO ALUNO
A avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo ser estática nem ter caráter sensitivo e classificatório”. Jussara Hoffmann
Principalmente na educação infantil os relatórios das crianças revelam seus avanços diários, as observações são feitas com requintes de detalhes para que não percamos nenhum momento do seu desenvolvimento. Avaliar envolve valor e valor envolve pessoa. Avaliação é fundamentalmente acompanhamento do desenvolvimento do aluno no processo de construção do conhecimento. O professor precisa caminhar junto com o educando passo a passo, durante todo o caminho da aprendizagem. A avaliação entendida como ato de acolher requer um olhar sem preconceitos, um dinamismo na prática docente e uma profunda vontade de efetivar uma prática que leve à transformação de conteúdos curriculares à ações vivificadas.
É uma narração ou descrição verbal ou escrita, ordenada, minuciosa de um determinado fato. O relatório do desenvolvimento do aluno tem por objetivo levar o professor a acompanhar o processo de construção do conhecimento do aluno e intervir quando necessário no sentido de contribuir para o desenvolvimento integral, juntamente com a família, no processo de aprendizagem.
Temos que escolher adequadamente as palavras, expressões e citações a serem introduzidas no texto do relatório. Consideramos a criança como um ser em constante desenvolvimento e temos que ter um olhar global do seu desenvolvimento, enxergando  o antes, o agora e o futuro próximo.  
Segue alguns verbos que poderão ser usados no relatório do desenvolvimento das crianças:
·         Demonstrar, identificar, interessar, interagir, arriscar, comentar, empregar, discernir, reconhecer, valorizar, construir, avançar, desafiar, observar, montar, criar, estabelecer, classificar, comunicar, utilizar, analisar despertar, seguir, reagir, ler, compreender, agir, distinguir, participar, encontrar, habilitar, propor, interagir, alcançar, definir, levantar, completar, realizar, proporcionar, construir, enriquecer, atender, orientar, traçar, perguntar, perceber, ampliar, criar, contribuir, atingir, auxiliar, oferecer, dirigir, apresentar, colaborar, elaborar, revelar, preparar, sugerir, dispersar, brincar, movimentar, experimentar, manusear.
 Todos os aspectos do desenvolvimento da criança tem que ser apontado de uma forma que ao ler os pais visualizem o crescimento dos filhos, sempre de forma positiva e que percebam os trabalhos desenvolvidos, o olhar e os procedimentos que o professor introduziu para intervir nesse  processo importante da criança.
“Claro que há respostas certas e erradas. O equivoco está em ensinar ao aluno que é disto que a ciência, o saber, a vida são feitos. E com isto, ao aprender as respostas certas, os alunos desaprendem a arte de se aventurar e de errar, sem saber que, para uma resposta certa, milhares de tentativas erradas devem ser feitas. Espero que haja um dia em que os alunos serão avaliados também pela ousadia de seus vôos… Pois isto também é conhecimento”. Rubem Alves
Cuidado com a escrita do seu relatório, somos professores e não podemos diagnosticar nenhum distúrbios, doenças, etc.. Somente um especialista no assunto pode dizer com certeza o problema que está afetando seu aprendizado. Temos que ter consciência que observamos o desenvolvimento educacional e aspectos que possam estar interferindo nesse desenvolvimento. Outro ponto que temos que ter Cuidado é como escrevemos certas características ou fatos ocorridos no decorrer da observação, a forma como se escreve pode trazer problemas para o professor, os responsáveis poderão sentir-se ofendidos, assim como interpretar como uma humilhação, um descaso, um constrangimento para os filhos, causando transtornos e até processo para o professor que muitas vezes não teve a intenção. “O relatório é um documento escrito e assinado pelo professor”. Assim como a agenda que é uma forma de registro. Segue alguns exemplos da forma de expressões do senso comum da escrita e da forma mais clássica da mesma escrita:
·      A Criança está/é: Mentirosa – Utiliza-se de inverdade para justificar seus erros.                
· Tagarela/ Conversa demais– Não  respeita o momento de falar, não deixa os companheiros se expressarem.               
·  Não sabe– Apresenta dificuldades nos conteúdos trabalhados até o momento, terá que rever alguns conteúdos.               
·  Não tem Limites– Necessita rever as regras de convivência e combinados da sala, precisamos porém da parceria da família.               
·     Tem costume de roubar–  Apropria-se de objetos dos colegas.               
·    É agressiva- Demonstra agressividade com os colegas, principalmente em disputas por brinquedos e conflitos diversos.               
·     É relaxada–  Não cuida dos seus pertences e materiais, não tem capricho.               
·     Não tem apoio familiar- Necessitamos da intervenção e parceria escola-família para que o desenvolvimento do aluno seja pleno.               
·    É desobediente– Tem dificuldades em atender pedidos dos professores, funcionários e pessoas que a supervisionam/ Não compreende solicitações de adultos.               
·    É distraída/Apática- Não interage nas atividades e brincadeiras propostas, distrai-se com facilidade, pouco se expressa com os colegas e professoras.               
·       Fofoqueira– Demonstra preocupação com atitudes e ações dos colegas e esquecendo dos seus afazeres.               
·       Vive atrás do professor- Demonstra carinho e apego a professora.               
·   É dissimulada– Em conflitos é sempre vítima, mesmo estando clara a sua participação nos eventos.               
·    É preguiçosa– Não realiza as atividades propostas observa-se desânimo e cansaço, porém em outros momentos brinca e movimenta-se sem nenhum problema.              
·      Boca suja-  Apropria-se de palavras obscenas e pouco cordiais para se referir aos colegas, em momentos de conflitos e em brincadeiras diversas.              
·     Egoísta–  Necessita de orientação para compreender a importância do brincar no coletivo e a dividir os brinquedos e brincadeiras com os demais.              
·     Não para sentada-  É uma criança inquieta, agitada, ansiosa… que não consegue sentar-se e prestar atenção a explicações e comandas.
Na avaliação de educação infantil os pontos principais são os avanços e os aprendizados que as crianças tiveram no semestre. Registraremos muito mais os pontos positivos e o negativos dependendo deles uma conversa formal com os responsáveis é a melhor solução para alguns comportamentos indesejáveis. Lembre-se seu trabalho também é avaliado. “Ação- reflexão-ação da Prática”


Fonte: http://atividadespedagogicas.net/2017/03/relatorio-individual-avaliacao-na-educacao-infantil.html #actif9 01.05.2017 17:36h .
IMPORTANTE OBSERVAR
1. ASPECTOS FÍSICOS: expressão corporal, harmonia, equilíbrio, ritmo, coordenação, organização espacial ampla, uso e aplicação da força.
2. ASPECTOS SOCIAIS: interatividade, participação compartilhada, regras, disciplina, organização, trabalho em equipe e responsabilidade.
3. ASPECTOS EMOCIONAIS: experienciar muitos e novos sentimentos, desde a alegria das vitórias e conquistas até o sabor da derrota e da perda, sendo valorizada cada manifestação e expressão dos sentimentos.
4. ASPECTOS COGNITIVOS: Como a criança está se desenvolvendo com relação à aprendizagem dos conhecimentos trabalhados na instituição.
DICAS:
1 - Tenha sempre em mãos, um caderno que funcionará como "anedotário", não conte apenas com suas lembranças, pois esquecemos de detalhes.
2- Leia, entenda e reflita sobre as fases do desenvolvimento da linguagem, da fala, da escrita, do desenho, etc... pois, para avaliar é preciso entender como estes processos funcionam e como a criança elabora seu pensamento, do contrário, podemos fazer uma análise equivocada.
ALGUNS ITENS PARA COLOCAR NO ANEDOTÁRIO
·         Novidade;
·         Participação;
·         Interação;
·         Autonomia;
·         Preferências;
·         Colaboração;
·         Característica;
·         Como se comporta nas atividades;
·         Como se relaciona com colegas/educadora;
·         No que se destaca (no pátio, na dança, nas atividades matemáticas, ativ. de linguagem, nas atividades artísticas ou musicais, dentre outras.)
·         Como chega à escola?
·         Como se adapta ao ambiente?
·         Como se alimenta?
·         Como brinca?
·         Como se relaciona: colegas/educadora
·         Como está se movendo?
·         Como se comunica?
·         Atende as solicitações da educadora?
·         O que faz quando contrariado?
·         Identidade: Reconhece os colegas?
·         Se identifica pelo nome, sua imagem no espelho?
·         Gosta dos colegas e os identifica?
·         Tem capacidade de resolver conflitos e tomar iniciativas?
·         É crítica e criativa? Curiosa e inventiva?
·         É participativa e cooperativa?

 MODELOS DE RELATÓRIOS
1º RELATÓRIO
Neste semestre (NOME DA CRIANÇA) se destacou ainda mais na área das Artes. Gosta muito de desenhar e criar personagens para seus jogos; consegue entrar com facilidade no mundo do imaginário, sem se ater a ele, pois distingue a diferença entre o mundo de seus sonhos e a realidade. Possui um bom desenvolvimento artístico e lógico.
 Tem aprimorado cada dia mais seu campo visual, dimensão, proporção, lateralidade, noções de perspectivas e estratégia. Elabora bem sua produção artística usando todos os meios possíveis para se expressar com clareza por meio dela. Não gosta de colorir seus desenhos, pois já quer começar outro desenho aperfeiçoado. É detalhista em suas produções artísticas, mas não me parece ser assim com as outras disciplinas, na maioria das vezes só faz o que gosta.
Após começo do acompanhamento psicopedagógico, ele se sentiu mais seguro e capaz de interagir com seus colegas e sentindo-se capaz de realizar as atividades por meio das habilidades artísticas. Antes desse acompanhamento, apresentava sérias dificuldades de interação com todos na escola, sempre calado e sozinho. Passou por um processo intermediário, ora era calado e fechado, ora explodia em brincadeiras e chamava a atenção de todos os colegas, tornando quase impossível a continuidade da aula. Suas atitudes nesses momentos foram muito prejudiciais ao seu desenvolvimento cognitivo, mas produtivo para sua inteligência emocional.
Como é um aluno que gosta muito de artes, ele foi eleito junto com outro coleguinha, para ajudar a professora de artes a organizar e montar a exposição dos trabalhos artísticos de toda a classe para o Evento Cultural. Agora que encontrou o equilíbrio ele voltou a desenvolver-se em sua totalidade. É uma criança cômica que gosta de provocar seus colegas. Mas está aprendendo e respeitar as diferenças de cada e brincar com todos sem ferir.
2º RELATÓRIO
Neste período, Analice teve um bom desempenho, envolvendo-se com interesse nas atividades propostas.
Continua estabelecendo um relacionamento muito amigável com seus colegas e professores. É muito atenta em aula e procura ajudar os colegas sempre que possível. Colabora no fortalecimento da amizade e respeito às regras de convívio na Escola. Na linguagem oral, consegue se expressar com clareza e sequência lógica de ideias. Na linguagem escrita consegue ler e escrever palavras e frases simples. Na área do pensamento lógico não apresenta dificuldades, realizando com habilidade a adição e subtração.
Na maioria das vezes, sejam na realização das atividades, apresentações e outros, Analice, mostra-se entusiasmada incentivando os colegas a participarem ativamente das atividades propostas pela educadora ou por seus pares.
Com relação às tarefas escolares de casa continua demonstrando muita responsabilidade e capricho. É necessário que a família continue incentivando-a, encorajando-a a realizar as atividades e orientando-a no que for necessário. Da mesma forma, é necessário valorizar as suas conquistas para que ela possa superar suas dificuldades.

RELATÓRIO DA TURMA

De modo geral, a turma é muito entrosada. Ajudam-se, opinam nas tarefas uns dos outros e gostam de realizar as atividades em grupo, encontrando algumas dificuldades apenas no que diz respeito a divisão ou uso comum de materiais e brinquedos. Saindo de uma fase egocêntrica, iniciam a formação de hábitos de partilha e internalização de regras de convivência social. A linguagem está em desenvolvimento e a maior parte dos alunos ainda apresentam um falar bastante infantilizado, com a difícil articulação de algumas palavras e ocorrência de troca de fonemas, o que não é incentivado. Exercícios como recontar histórias ou cantar músicas, contar em voz alta e dialogar tem sido realizados. Bastante participativos, todos já realizam as tarefas rotineiras, à exceção de João e Mário, que ainda estão num processo de adaptação ao meio, aos outros e acostumando-se a seguir regras preestabelecidas. Alguns já identificam as cores primárias e contam oralmente até cinco. De modo geral, todo o grupo gosta de ouvir e recontar histórias, passando com facilidade a imitar as personagens, através do jogo simbólico. Todos são bastante ativos e enérgicos, o que também é típico da faixa etária, à exceção de Amanda, que tem sido incentivada a interagir mais com o grupo. As atividades e jogos lúdicos têm sido de vital importância para melhorar a adaptação e socialização. Os momentos de dramatização, canto e reconto também, assim como a utilização de brinquedos ao ar livre.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Livro: Socorro, meu filho não estuda!

Olá!

Tudo bem?!

Hoje vim dividir com vocês uma leitura muito interessante que fiz (em dois dias)! Rss


Esse livro é bastante interessante, escrito por Roberta Bento e Tais Bento (mãe e filha). Elas abordam com leveza e de forma prática, as teorias que estudamos na pedagogia com ênfase em neurociência cognitiva.

O livro está dividido em 13 capítulos, que são eles:

01 Elevando a autoestima para aprender melhor;
02 A importância das Informações disponíveis no ambiente;
03 Espaço na Memória Operacional;
04 Fatos e Processos na Memória de Longo Prazo;
05 Vamos por partes!;
06 Que chato! (para crianças);
07 Que chato! (para adolescentes);
08 Cavucando a memória;
09 Aproveite o tempo em família;
10 Exercendo a função de Responsável;
1 1 Professor particular. Qual o melhor momento?;
1 2 Na hora da tarefa;
1 3 Desenvolvendo senso de responsabilidade.

Como é notório pela nomenclatura dos capítulos, os temas são abordados de forma prática. Então, se é isso que você está procurando, um manual de atitudes a serem seguidas para ajudar seus filhos ou alunos, esse é o livro a ser lido! Rss 

Caso você queira conhecer um pouco mais sobre os assunto abordados no livro, sugiro os vídeos da Flávia Calina (Flavinha sem aqui! kkkk), que foi onde eu conheci Roberta Bento e Tais Bento:




Comprei o livro pelo blog Socorro, meu filho não estuda!, foi uma compra tranquila. Comprei a versão digital por R$ 19,90 e recebi prontamente, pude conversar por email com as organizadoras do site e realmente gostei do atendimento. 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Bento, Taís. Socorro, meu filho não estuda! : dicas que vão mudar para sempre a relação do seu filho com os estudos / Taís Bento e Roberta Bento. -- 1. ed. --São José dos Campos, SP : BrainBento, 2015.

Esse post é gratuito, não tenho parceria com o blog www.meufilhonaoestuda.com.br, mas foi uma leitura tão significativa, que resolvi dividir com vocês!

Por isso, se você é professor, tem filhos ou pretende ter, indico essa leitura. Independente se o seu filho adora estudar ou não, o livro aborda aspectos como autoestima, responsabilidade e amor, o que considero de fundamental importância para o desenvolvimento sadio das crianças!

Espero que gostem da dica!
Um grande abraço e que Deus abençoe sempre vocês!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Como baixar vídeos do YouTube em "um piscar de olhos"?

Olá!

Todos nós que temos a necessidade de baixar vídeos do YouTube sabemos como é "complicado"!
Existem alguns programas que nos auxiliam nessa tarefa, como é o caso do aTube Catcher, mas mesmo assim, acaba demandando tempo. Por esse motivo, hoje trago essa dica para baixar vídeos com rapidez, que aprendi com a Tia Sandra do Blog Um Sonho de Educação Infantil.

Vamos conferir:

1. Clique no link do vídeo:


2. Coloque ss depois do www. :


3. Vai abrir essa tela e é só clicar em baixar (não precisa instalar nada):


4. O arquivo vai direto para os downloads do seu computador:


O que dizer sobre isso? Somente: AMOR! Rss

Caso você não consiga entrar no site pelo ss é só abrir esse link http://pt.savefrom.net/ em uma nova aba da internet e colar o endereço do vídeo que vai abrir a mesma tela  que aparece na foto.

Bjos!
Espero ter ajudado!
Que Deus abençoe a todos!

domingo, 19 de junho de 2016

Desenvolvimento Infantil e Práticas Pedagógicas para Crianças na Educação Infantil #Estudando

Olá, 
Tudo Bem?! 

Hoje trago indicações de livros que tratam sobre desenvolvimento infantil e práticas pedagógicas para crianças de Educação Infantil:


EDUCAÇÃO DE 0 A 3 ANOS | O ATENDIMENTO EM CRECHE

O primeiro livro, de Elionor Goldschmied e Sonia Jackson, trata sobre a teoria e pesquisa do desenvolvimento infantil para a prática cotidiana. É um livro bastante interessante, onde destaco os capítulos 7 e 9, não por nível de importância, mas por serem os que estão mais voltados para o meu interesse atual. O sétimo capítulo, com o título O segundo ano de vida, apresenta alguns aspectos do desenvolvimento, bem como práticas pedagógicas voltadas para a idade, tais como: Independência e Negociação, Movimento e habilidades de Manipulação, Alimentação, dentre outros. No nono capítulo, intitulado Crianças em seu Terceiro Ano de Vida, destaco a ênfase que as autoras dão a Música, Histórias e Rimas, bem como o Brincar no Terceiro Ano.  

PEDAGOGIA (S) DA INFÂNCIA | DIALOGANDO COM O PASSADO CONSTRUINDO O FUTURO

Eu sou apaixonada por esse livro de Júlia Formosinho, Tizuko Morchida e Mônica Pinazza! Rss Ele trás a teoria de vários pesquisadores que admiro e pesquiso, como Maria Montessori, John Dewey, Vygotsky, Piaget e outros. A linguagem do livro é agradável e trás aspectos bem relevantes das teorias. Destaco o capítulo 8 que trata sobre As Contribuições da Teoria de Piaget para a Pedagogia da Infância, onde Fátima Vieira e Dalila Lino fazem um breve histórico sobre Piaget (1896-1980) e posteriormente tratam sobre sua teoria do desenvolvimento: Desenvolvimento Moral, Estágios de Desenvolvimento Cognitivo, Críticas a Teoria de Piaget e A Epistemologia Genética.

O TRABALHO DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL | PROJETOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Esse livro também é excelente, gosto e admiro muito Zilma de Morais! Ele tem uma linguagem e uma diagramação agradável, com a fonte grande e folhas foscas (sei que não mencionei isso nos outros, mas considero importante e me chamou atenção nesse livro, pois deixa a leitura mais agradável. Rss). O capítulo que destaco é o 5 que fala sobre Práticas Pedagógicas para crianças de 3 a 5 anos, que trata sobre Características do planejamento para essas idades, O brincar, O que propor e Como propor.

Dois desses livros fazem para do PNBE PROFESSOR 2013, que está disponível nas escolas para empréstimo e consulta dos professores (que é o meu caso! Rss).

Bem gente, essas foram algumas observações sobre esses livros maravilhosos que estou tendo a oportunidade de ler.  Vou deixar as referências bibliográficas para que vocês possam pesquisar melhor:

GOLDSCHIMIED, Elionor. Educação de 0 a 3 anos: o atendimento em creche / Elionor Godschmied, Sonia Jackson ; Tradução Marlon Xavier. - 2. ed. - Porto Alegre : Grupo a, 2006.

OLIVEIRA-FORMOZINHO, Júlia. Pedagogia (s) da Infância : dialogando com o passado : construindo o futuro / Júlia Oliveira-Formosinho, Tizuko Morchida Kishimoto, Mônica Appezzato Pinazza, organizadoras. - Porto Alegre : Artmed, 2007.

OLIVEIRA, Zilma Ramos de. O trabalho do professor na Educação Infantil. Várias Autoras. São Paulo: Biruta, 2012.

Espero que gostem das sugestões!
Que Deus abençoe vocês!
Bjos!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O Período Sensório-Motor de Piaget #Estudando

Introdução
O ser humano tem uma capacidade cognitiva única no mundo. É ela que nos distingue dos outros animais, que nos faz perceber essa distinção, que nos dota da capacidade de comunicação, que nos dá subsídios para (tentar) entender o mundo. Mas como adquirimos essa inteligência? Como desenvolvemos essa inteligência, que desde bebês nos faz distintos dos outros animais?
É sabido que os primeiros anos de vida são fundamentais no desenvolvimento do ser humano. Essa concepção iniciou cientificamente apenas no começo do século XX, com os estudos da criança e do comportamento infantil. Desde então, vem-se estabelecendo uma série de pesquisas sobre diferentes aspectos da vida psíquica da criança, do seu desenvolvimento e da concepção de inteligência (e da formação dessa inteligência) na criança.
Um importante teórico do desenvolvimento, Jean Piaget, preocupou-se bastante com a questão de como o ser humano elabora seus conhecimentos sobre a realidade, como acontecem os processos de pensamento. Seus estudos trouxeram como consequência um avanço enorme do que hoje se denomina psicologia do desenvolvimento.
Piaget sustenta que o conhecimento procede de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas, existindo uma relação de interdependência entre o próprio indivíduo, o objeto e o meio em que está inserido, buscando sempre um equilíbrio com relação a esse meio. O ser humano, desde bebê, é ativo em seu crescimento, com seus próprios padrões de desenvolvimento.
O seu estudo da gênese psicológica do pensamento humano, que procura distinguir as raízes das diversas variedades de conhecimento a partir de suas formas mais elementares, e acompanhar seu desenvolvimento nos níveis subsequentes até, inclusive, o pensamento científico, foi o que chamou de epistemologia genética.
Os métodos utilizados por ele incluíam questionário, entrevistas e até mesmo a observação de crianças e dos seus próprios filhos. E ao acompanhar o desenvolvimento do ser humano, Piaget concebeu períodos ou estágios no crescimento do ser humano, que trazem novas formas de organização mental, qualitativamente diferentes e que possuem complexidades crescentes e sucessivas.
E todas as etapas começam com o nascimento. Este artigo tem como objetivo descrever o que Piaget definiu como a aquisição da inteligência no período inicial de desenvolvimento do ser humano, o período sensório-motor.
O Período Sensório-Motor
Piaget denominou o estágio que vai desde o nascimento até 2 anos de vida da criança como período sensório-motor. Utilizou essa denominação pois é durante os primeiros anos de vida que o bebê primeiramente percebe o mundo e atua nele, onde coordena as sensações vivenciadas junto com comportamentos motores simples, juntando o sensorial a uma coordenação motora primária. O bebê tem sensações e descobre o mundo através do deslocamento de seu corpo. Há uma interdependência em perceber o mundo e atuar nesse mundo.
Nesse período, os bebês desenvolvem a capacidade de reconhecer a existência de um mundo externo a eles, tendo autonomia para explorá-lo e construir sua percepção de mundo. Passam a agir não mais apenas por reflexo, mas direcionam seus comportamentos tendo objetivos a alcançar. É subdividido em 6 subestágios:
1ª subestágio: Vai do nascimento até aproximadamente 1 mês e meio de vida. Os reflexos inatos, ao serem exercitados, vão sendo controlados e coordenados pelos neonatos. Os autores Cole & Cole (2003) citam que Piaget acreditava que os reflexos presentes no nascimento proporcionavam a conexão inicial entre os bebês e seus ambientes. Contudo, esses reflexos iniciais não acrescentavam nada de novo ao desenvolvimento, pois sofrem muito pouca acomodação. Assim, eles refletem os limites provenientes de nossa herança genética.
Segundo Piaget (1977, apud COLE & COLE, 2003) “poder-se-ia dizer que a lei básica da atividade psicológica desde o nascimento é a busca pela manutenção ou repetição de estados de consciência interessantes“ o que consistiria, então, numa primeira evidência de desenvolvimento cognitivo.
Essas relações circulares nos meses iniciais de vida propiciam o desenvolvimento tanto da diferenciação, que se refere à capacidade do bebê de diferenciar objetos (como quando aprendem que certos objetos podem ser sugados, e outros não), quanto da integração, característica do bebê que permite uma coordenação com as duas mãos como quando seguram um brinquedo com uma mão, e o braço da mãe com a outra. (COLE & COLE, 2003)
Nos primeiros meses de vida, o bebê não possui a capacidade de entender a permanência do objeto, que é a capacidade de assimilar que objetos continuam a existir mesmo quando não estão no campo visual da criança ou quando não podem ser manipulados por ela. Em A construção do real pela criança (1996), Piaget descreve que, inicialmente, no conjunto das impressões que a criança tem de mundo, ela reconhece e distingue certos grupos estáveis, denominados de quadros. Quando não percebe um objeto ou pessoa nesse quadro, a criança ainda não tem maturidade para entender que os objetos continuam a existir, mesmo quando não estão presentes.
2º subestágio: vai de aproximadamente 1 mês e meio até 4 meses. Nesse subestágio, a criança, depois de executar por acaso uma ação que provoca uma satisfação, passa a repetir essa mesma ação repetidas vezes, o que é chamado de reação circular. Durante esses primeiros meses de vida, em que o objeto de manipulação é o próprio corpo do bebê, esse comportamento é chamado de reação circular primária (como quando a criança suga o polegar, primeiro num movimento aleatório, e depois repete essa ação, em vista da satisfação que gera na criança). É nessa etapa que os bebês também começam a atentar para os sons, demonstrando capacidade de coordenar diferentes tipos de informações sensoriais, como visão e audição, e a coordenar seu universo visual com o tátil.
Piaget (apud PAPALIA et al, 2006) afirma que, através da coordenação de informações visuais e motoras, os bebê vão desenvolvendo o conhecimento sobre o meio que o cerca, objetos e espaço, vendo os resultados de suas próprias ações. Primeiramente, esse conhecimento limita-se àquilo que está ao seu alcance. Com a chegada da autolocomoção, aí sim os bebês poderão se aproximar de um objeto, para então avaliá-lo e comparar sua localização com a de outros objetos.
3º subestágio: vai de 4 a 8 meses. É durante esse período que as reações circulares do bebê passam a ser secundárias, ou seja, o foco da ação é externo ao bebê, como quando a criança descobre um brinquedo e o utiliza para brincar.
Nessa fase os bebês dirigem sua atenção ao mundo externo, tanto aos objetos quanto para os resultados de suas ações. As reações circulares secundárias também são aplicadas às vocalizações, em que o bebê emite sons que são selecionados pelos pais, ao reforçarem a emissão dessas vocalizações.
Cole & Cole (2003) citam que essa mudança de reações circulares primárias para secundárias indicou a Piaget que os bebês estão começando a entender que os objetos são mais do que extensões de suas próprias ações. Mas não possuem ainda noção definida do espaço à sua volta, descobrindo o mundo muitas vezes em ações acidentais.
4º subestágio: Vai aproximadamente de 8 a 12 meses. Nessa fase, há um desenvolvimento na coordenação das reações circulares secundárias. Assim, o bebê já possui maior controle sobre a manipulação do meio externo, e conduz ações voltadas a um objetivo, ou seja, tem intencionalidade em seus atos. As crianças então conseguem coordenar esquemas elementares para conseguir algo que eles querem.
É nesse período que a criança desenvolve melhor a noção de permanência do objeto, procurando ativamente objetos desaparecidos, por exemplo, utilizando da preensão para afastar algum objeto que esteja escondendo aquilo que o bebê quer. Cole & Cole (2003) escrevem que Piaget defendia que até o subestágio 4, os bebês são totalmente desprovidos da permanência do objeto e por isso não podem manter na mente objetos ausentes. Consequentemente eles experimentam o mundo dos objetos como um fluxo de quadros descontínuos, que estão sendo constantemente aniquilados e reanimados.
A criança, aqui, já é capaz de comportar-se deliberadamente, dotada de intencionalidade, e desenvolvem essa capacidade à medida que vão coordenando esquemas previamente aprendidos e a usar comportamentos anteriormente aprendidos para atingir seus objetivos (como engatinhar pela sala para pegar um brinquedo), podendo inclusive antecipar acontecimentos. (PAPALIA et al, 2006)
5º subestágio: ocorre entre 12 a 18 meses, aproximadamente. Nessa fase, os bebês apresentam reações circulares terciárias, em que testam ações a fim de obter resultados parecidos, ao invés de apenas repetir movimentos que trouxeram satisfação. Há uma interação das reações primária e secundária, existindo então um foco nos objetos e no próprio corpo. Cole & Cole (2003) diferenciam as reações circulares terciárias das secundárias por conta do caráter de tentativa e erro da primeira, enquanto as reações circulares secundárias envolvem apenas esquemas anteriormente adquiridos.
Nesse período há o início do desenvolvimento do pensamento simbólico, em que a criança realiza imagens mentais, ou seja, a capacidade de representar simbolicamente uma realidade mentalmente.
6º subestágio: último estágio, o das representações, que vai de 18 a 24 meses. Há o domínio da permanência do objeto, ou seja, há representação dos objetos ausentes e de seus deslocamentos. A representação, ou seja, a capacidade de representar mentalmente objetos e ações na memória, principalmente através de símbolos (incluindo os numerais), significa dizer que os bebês conseguem representar o mundo para si mesmos, envolvendo-se, portanto, em ações mentais reais. (COLE & COLE, 2003; PAPALIA et al, 2006)
Os autores afirmam, também, que a capacidade de manipular símbolos proporciona à criança ampliar suas percepções e experiências, não estando mais limitadas a experiências imediatas, apenas ao seu alcance. Elas já são capazes de imitação diferida, ou seja, reproduzir uma ação mesmo quando não está mais à sua frente. Surge o “faz de conta”, pensam antes de agir, têm compreensão de causa e efeito, podendo então resolver problemas.
Esse subestágio é uma transição para o estágio pré-operacional da segunda infância. O ponto final do desenvolvimento sensório-motor é a capacidade de retratar o mundo mentalmente e pensar sobre ele sem ter de recorrer à tentativa e erro.


Também indico o download do texto de Wagner Luiz Teodoro clicando aqui!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O desenvolvimento da criança de 02 anos - Flávia Calina

Ola gente,

Tudo bem?! 

Hoje trouxe esse video pra que possamos assistir, tirar conclusões e conversarmos sobre ele. 


Gosto muito da Flávia Calina, além de vlogs engraçados que ela faz em família, gosto muito dos vídeos que ela grava sobre desenvolvimento infantil e sugestões de atividades para crianças pequenas.

De uma forma geral, ela grava os vídeos com a sua fiha Victória, que hoje tem 2 anos de idade.

O fato é que assistindo a esses vídeos, percebi que a Flávia, que também é professora, fala de forma clara sobre as teorias que estudamos nos livros. Percebo que as opniões dela são bem claras e ela trata esses assuntos de forma muito prática. Vocês concordam? 

Queria que vocês asitissem e deixassem a sua opnião!

Gosto muito da Flavinha e penso ser um bom canal para professores!

Bjos!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Baixar livros infantis grátis? Vamos sim!

Olá?!

Hoje me marcaram no link dessa postagem no facebook e fiquei super animada!

No blog eles disponibilizam livros para baixar gratuitamente, vamos conferir?!



Clique aqui para entrar no Blog Espaço Educar!

Espero que gostem da sugestão, é simples, mas bem útil! 

Que Deus abençoe vocês!
Bjos!

Postagem em destaque

Top 5: Blogs e Canais para Professores de Educação Infantil

Olá Gente, tudo bem? Hoje venho dividir com vocês cinco blogs e canais que me ajudam muito em minhas pesquisas para o trabalho pedagógico...